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Estação das Bicicletas: Vista do interior do estacionamento. Maquete: Caique Schatzmann.
ATUALIZAÇÃO DO PROJETO DO PARACICLO (2021)
Professor, Engenheiro Mecânico, Dr. Antônio O. Dourado
Professor, Arquiteto, Doutorando Francisco Antônio Carneiro Ferreira
O Paraciclo é um importante componente do Projeto Estação das Bicicletas. Propusemos a construção de um protótipo projetado para garantir o máximo aproveitamento das áreas de estacionamento em ambientes interno e externo. Cada módulo possui 13 bicicletas.Esta solução foi inspirada inicialmente no modelo da Estação Central de Amsterdam. A solução foi retomada e atualizada, em 2022 (Figura 1), para ser testada através de um protótipo, com perspectiva de pedido e concessão de patente, a partir da participação de equipe do Curso de Engenharia Mecânica da UFSC.
Figura 1: Versão do paraciclo após aplicação de DFMA (*)
(*) Design for Manufacturing & Assembly (DFMA Tips), University of Florida, Disponível em : https://mae.ufl.edu/designlab/DFMA Tips/DFMA Tips.htm,
Acesso em: 26 abr. de 2022.
PROJETO DO PARACICLO (2011)
Professor Arq. MSc. Francisco Antônio Carneiro Ferreira
Eng. Mecânico MSc. Antônio O. Dourado
Acadêmico Jefferson Zimmermann
GIPEDU
Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano
O Paraciclo está dividido em submontagens e peças individuais, a fim de padronizar e ordenar o uso das peças e subseqüente montagem até que se obtenha o módulo completo. Procurou-se utilizar peças e materiais facilmente encontrados no mercado, e materiais compatíveis com a aplicação em termos de custos. Recomenda-se ao fabricante adotar gabaritos de fabricação para acelerar a união de peças, a fim de se ganhar tempo evitando repetições em processos de medição, que são possíveis fontes de erro.
Figura 1: Modelo concebido em 2001 pelo Projeto EB. Detalhamento e maquete: Rommel Girão.
O ponto de partida foi o modelo concebido em 2001 pelo Projeto EB (Figura 1). Posteriormente avaliou-se o sistema adotado em 2010 na Holanda (Amsterdam), país com tradição no uso de bicicletas como meio de transporte diário. As dimensões iniciais, concepção estrutural e materiais do presente projeto tomaram como referência a solução holandesa. Houve liberdade de alterar alguns materiais e procedimentos de uso do sistema, a fim de adequar às condições brasileiras.
O desenvolvimento do estudo
A primeira atividade do estudo do Paraciclo de Amsterdam foi descrever os componentes que compõem o Paraciclo (Figura 2). O objetivo foi identificar as peças que constituem o Paraciclo e que possibilitam o movimento de subida e descida da bicicleta na rampa do Paraciclo. Observou-se, igualmente, as condições do estacionamento das bicicletas no nivel inferior, notadamente no requisito espaço horizontal e vertical. Para esta tarefa utilizou-se o levantamento fotográfico (Figuras 2 e 3), as observações do coordenador e a representação gráfica em 3D do Paraciclo elaborada pela equipe do projeto.
Figura 3: Desenho do Paraciclo de Amsterdam.
Posteriormente, foram estabelecidos os parâmetros necessários à definição do módulo do Paraciclo e sua adequação à área disponível do estacionamento de bicicletas, dentro da Estação das Bicicletas. Considerou-se a disponibilidade de espaço físico horizontal e o pé-direito do pavimento térreo necessário para abrigar 250 bicicletas. O resultado do estudo apontou um módulo contendo 13 bicicletas, sendo 6 (seis) bicicletas no nível inferior e 7 (sete) bicicletas no nível superior (Figuras 4 e 5). As dimensões precisas para cada componente do Paraciclo foram indicadas no projeto.
Figura 4: Desenho do Modulo do Paraciclo para a Estação das Bicicletas.
Figura 5: Modulo do Paraciclo. Maquete: Jeferson Zimmermann.
O projeto então visou a facilitar os procedimentos de fabricação, uso de peças fabricadas por processo automatizado. Procurou-se usar perfis de aço facilmente encontrados no mercado. A preocupação com a oxidação foi considerada, de forma que todas as peças devam passar por processo de galvanização. Na própria universidade existem casos onde o uso de aço galvanizado mostrou-se adequado. Também foi feita análise estrutural dos perfis, e os resultados se mostraram satisfatórios (Figura 6). Procurou-se utilizar peças e materiais facilmente encontrados no mercado brasileiro (região de Florianópolis), e materiais compatíveis com a aplicação em termos de custos e mão de obra (no Brasil muitas vezes sem qualificação adequada).
Figura 6: Tensões para perfil com maior carregamento
Questões operacionais
Foram feitas diversas simulações de uso, levando em consideração dimensões reais de uma bicicleta, e não se constatou interferência na movimentação tanto no nível inferior quanto superior. Também não foi constatada dificuldade de operação nos corredores mesmo com duas bicicletas sendo posicionadas em plataformas alinhadas.
Figura 7: Simulação para definição da largura dos corredores. Maquete: Antônio O Dourado
Figura 8: Simulação para definição da largura dos corredores. Maquete: Antônio O Dourado
Foi avaliada a distância necessária para a colocação e a retirada da bicicleta do Paraciclo. O objetivo foi definir a largura necessária do corredor do estacionamento de bicicletas (Figuras 7 e 8). Tomou-se a liberdade de adicionar ao projeto holandês uma estrutura para fixação das travas de segurança (cadeado e corrente) deslocadas a frente (Figura 9). No nível superior foi projetado o mesmo sistema de segurança, adaptando-o à rampa para permitir que o usuário prenda a bicicleta no momento em que a rampa estiver inclinada junto ao chão.
Figura 9: Ilustração Paraciclo para 13 bicicletas. Maquete: Antonio O. Dourado
Testes adicionais devem ser realizados para validação dos conceitos e usabilidade, recomendando-se a construção de dois protótipos para utilização em condições normais pelos usuários finais: uma para ambiente coberto e uma exposta às intempéries.
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